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A Pousada Uakari Lodge é o melhor destino da Amazônia Brasileira

Pousada Uakari Lodge, na Amazônia
Pousada Uakari Lodge, na Amazônia, por Gui Gomes


Pousada Uakari Lodge, um lugar para vivenciar um ecoturismo de base comunitária no coração da Amazônia. Fica localizada em uma unidade de conservação, numa área remota, na Reserva Mamirauá. A reserva, considerada Patrimônio Natural da Humanidade, tem mais de um milhão de hectares, o que corresponde a uma área maior que alguns países da Europa. Cem por cento do seu território é formado por uma floresta de várzea, que é um tipo de floresta que fica cem por cento alagada durante três ou quatro meses no ano, com seu pico em julho. Interessante dizer que esse alagamento acontece, além das chuvas, é claro, devido ao derretimento da neve na Cordilheira dos Andes, o que reforça como tudo na Natureza está interligado e que conservação é essencial para o Planeta. É a primeira unidade de conservação que permite que as comunidades tradicionais continuem morando e sejam o principal veículo da conservação daquela área. Ainda com maioria de hóspedes estrangeiros, a Uakari Lodge espera receber cada vez mas brasileiros, que não só conheçam, mas ajudem na proteção da Amazônia.


A Uakari Lodge possui uma estrutura flutuante, porém bem ancorada e que torna imperceptível a flutuação. Como se relaciona com comunidades ribeirinhas isoladas, há uma série de medidas de proteção permanentes para quem chega e quem vive no lugar.


Vista aérea da Pousada Uakari Lodge, na Amazônia
Vista aérea da Pousada Uakari Lodge, na Amazônia, por Gui Gomes


Uma das peculiaridades que definem e ao mesmo tempo transformam a experiência do visitante única, e diferente até mesmo de outros hotéis de selva, é que a Uakari Lodge foi criada e é co-gerenciada pelo Instituto de Pesquisa de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, que já atua na região há 30 anos. O instituto tem pesquisas em diversos assuntos, dentre eles, o Turismo. Um dos objetivos dessas pesquisas dentro do turismo é saber quais são as estratégias de conservação mais eficientes para a biodiversidade dentro da Amazônia. O que significa que, para a Uakari, o turismo é uma pesquisa e uma estratégia de conservação, o que faz dela uma operação diferente de qualquer outra experiência dentro da Amazônia.


Por que a Uakari Logge é o melhor destino da Amazônia Brasileira?


1. Vida Selvagem


A Amazônia não é famosa por observação de fauna, ficando o Pantanal com esse título. Mas, diferentemente do restante da Amazônia, na reserva Mamirauá há uma fauna ilhada, como você poderá ver no mapa abaixo.


Um exemplo é o macaco Uacari (que dá nome à pousada), uma espécie endêmica, facilmente avistado.


Macado Uakari em foto de Gui Gomes
O macaco Uakari por Gui Gomes



Só de aves são quase 400 espécies. Há também golfinhos, botos, rosa e cinza. E muito mais.


Golfinhos, botos e passáros, a fauna da Amazônia
A rica fauna da Amazônia: Golfinhos por Gui Gomes, Botos por Wezzdy del Toro e Pássaros por Pedro Nassar


Uma observação importante é que durante o avistamento dos animais não existe nenhuma interação de qualquer espécie com eles. Existe não só a preocupação, desde o início, como também o desenvolvimento de um estudo de impacto do ecoturismo sobre mudança de comportamento da fauna. O que aponta que mesmo depois de 22 anos de operação, nenhuma alteração foi verificada entre as espécies que estão por lá. Elas continuam preservadas e intocadas. 


2. Ciência


Envolvimento com pesquisas científicas e a interação (estimulada) entre visitantes e pesquisadores faz da Uacari uma experiência única.


Os pesquisadores fazem apresentações formais dos seus estudos aos visitantes. 


Um exemplo de como seria essa experiência com pesquisadores sobre a onça pintada.


Eles explicam aos visitantes um pouco sobre a onça.
O objetivo de pesquisa
Quais os resultados alcançados
Por que esses resultados são importantes para a conservação desse animal
Dependendo da época pode ser feita, inclusive, uma atividade de campo
E, assim, entender como é o trabalho de um pesquisador na floresta, como da onça pintada ou qualquer pesquisa que estiver sendo realizada. Outros exemplos: boto cor de rosa, aves, répteis. Essa interação faz parte da experiência durante sua hospedagem na pousada Uakari Lodge.


Ârvores milenares na Amazônia
Ârvores milenares na Amazônia por Gui Gomes



3. Base Comunitária, o mais importante de todos os motivos listados anteriormente.


Uma iniciativa que é pioneira no Brasil de turismo de base comunitária, que em 2020 está completando 22 anos de operação, sendo uma das mais bem sucedidas do país.


Além de Gustavo Pinto, gerente de marketing da Uakari, somente mais três pessoas que não são da região estão envolvidas com a operação. Todas as demais, em torno de 50, são das comunidades ribeirinhas da reserva, ocupando todos os cargos da pousada, de camareiras à atividades de gestão. Hoje, as duas gerentes gerais e outros cargos de gestão são da região, devido ao alto investimento em qualificação para preparar esses funcionários.



A equipe da Pousada Uakari Logde
A equipe da Pousada Uakari Logde em foto de Gui Gomes


O visitante precisa ter em mente que, além de todos os motivos para visitar a Amazônia, na Uakari Lodge ele está contribuindo ativamente com o desenvolvimento dessas comunidades, através de geração de renda.


A Uakari Lodge , na Amazônia, e o meio ambiente


Existe uma estação de tratamento de esgoto, submerso, e tudo é tratado antes de voltar para a Natureza, com monitoramento constante da qualidade das águas.


Funciona 100% com energia solar, inclusive a água quente para os banheiros.


O telhado da pousada utiliza uma tecnologia através do uso do plástico das garrafas pet, apesar de parecer uma telha convencional.


Pousada Uakari Lodge e sustentabilidade
Pousada Uakari Lodge e sustentabilidade em foto de Edu Coelho


Como é a estrutura da Pousada Uakari Lodge, na Amazônia

Os quartos


O Uakari Lodge é um turismo de experiência e não de luxo, os quartos são extremamente confortáveis, mas não possuem ar-condicionado, somente ventilador de teto.
São apenas 10 quartos, todos amplos, com quase quarenta metros quadrados. Os quartos têm duas camas tamanho queen, com a possibilidade de colocar mais uma cama de solteiro. Todos os quartos possuem varandas com redes e espreguiçadeiras.



Os quartos da Pousada Uakari Lodge
Os quartos da pousada em fotos do Rafael Forte e Gui Gomes


Crianças só podem ser hóspedes a partir de 12 anos de idade por dois motivos: segurança, lembrando que a estrutura é flutuante e qualquer queda poderia ser muito perigosa; e pelas atividades de contemplação de Natureza que exigem o silêncio por longas horas e que podem causar um certo desconforto e impaciência em crianças menores.


Podemos destacar também algumas atividades que são realizadas na pousada:


Canoagem


Sempre com uma guia para cada dois visitantes.


Canoagem pelo rio na Amazônia
Canoagem pelo rio na Amazônia em foto de Gui Gomes



A prática pode ser realizada durante a seca e durante a cheia. Se for durante a cheia é possível entrar com a canoa para dentro da floresta e, navegando no mesmo nível da copa das árvores, com a elevação que chega até 12 metros, e avistar aves, mamíferos, primatas e répteis.


Canoagem pelo rio durante as cheias na Amazônia
Canoagem pelo rio durante as cheias  na Amazônia em foto de Gui Gomes


O pirarucu, que pode chegar cerca de 2m, também costuma ser avistado durante o passeio, porque ele precisa pular para fora da água para respirar.


Trilhas


Para os amantes das trilhas, existem 14 diferentes na região num total de 24 km.


Observação de jacarés


Tem também a observação noturna do jacaré-açu, pois é na região que está a maior concentração da espécie no mundo. Essa espécie chega a 5 metros de comprimento.


Avistamento de jacarés na Amazônia
Avistamento de jacarés na Amazônia em foto de Gui Gomes



Comunidades


Visitas às comunidades parceiras da pousada. O visitante é recebido pelo guia da comunidade e aprende como aquela comunidade funciona.


Comunidades ribeirinhas da Amazônia
Comunidades ribeirinhas da Amazônia em foto de Gui Gomes


Observação de aves


Uma atividade muito comum no mundo, mas ainda pouco explorada no Brasil. No Pantanal, isso já está sendo bastante procurado. Nessa região, devido a todas as características já mencionadas, é uma prática que pode ser realizada com bastante sucesso.


Fotografia Amadora


Vida selvagem e cenários amazônicos pelo ângulo correto. Uma atividade privativa, mas muito especial,


Onça Pintada


Expedição científica com onças da Amazônia conduzida pelos pesquisadores. Uma atividade relativamente recente, que antes era feita somente no Pantanal, agora também na Amazônia.


Onça pintada na Amazônia
Onça pintada na Amazônia em foto de Emiliano Ramalho


Uakari Lodge, na Amazônia, um exemplo de Turismo Responsável como agente de mudança


O turismo é, sim, um instrumento, uma importante estratégia de preservação da biodiversidade. Na pousada Uakari Lodge está incluída uma tarifa que é a taxa de apoio sócio ambiental. Essa taxa vai para um fundo e para ser investida ao longo do ano. No fim do ano, os representantes das diversas comunidades são chamados e esse valor é revelado. Esses representantes apresentam seus projetos e o fundo financia diferentes projetos, garantindo assim que mesmo aquelas pessoas que não estão envolvidas com projetos de turismo da região, se beneficiem do turismo.


Ressaltando o impacto positivo que esse projeto já gerou, mais de 80 famílias se beneficiaram com o melhoramento da sua renda familiar em mais de 100%. Foi verificado através do monitoramento de impacto sócio-econômico que já foram mais de 4 milhões gerados para melhoramento dessas comunidades. 


Amazônia, beleza e responsabilidade
Amazônia, beleza e futuro em foto de Gui Gomes


Alguns exemplos de projetos que já foram beneficiados com esse fundo: Construção de escolas, centros comunitários, barcos para transporte escolar.


Um grande desafio agora é a transferência integral da propriedade e da gestão da Uakari Lodge para as comunidades da região. Foi um plano desenvolvido em 2014, prevendo uma década para a conclusão. Até 2024, as comunidades serão qualificadas para ocuparem todas as posições, um fluxo de reserva de caixa está sendo construído, uma reforma completa de infraestrutura.

O meu sonho é que, em 2023, eu seja demitido, porque quando isso acontecer, e uma pessoa da comunidade estiver aqui realizando o que eu faço hoje, é sinal de que eu fiz um bom trabalho, Gustavo Pinto


Uma manhã coberta pela neblina na Pousada Uakari Lodge
Uma manhã coberta pela neblina na Pousada Uakari Lodge em foto de Gui Gomes



Como chegar na Uakari Lodge, na Amazônia


Voos para Manaus e em seguido um voo de mais ou menos uma hora até Tefé, no Amazonas. Com voos diários pela cia Azul.


A pousada Uakari já começa o seu serviço em Tefé, onde busca os seus hóspedes, levando-os até o porto da cidade, de onde partem lanchas rápidas para a pousada. Numa viagem de uma hora subindo o Rio Solimões, o que, já na chegada, proporciona uma experiência incrível e indescritível. A pousada está bem na entrada da reserva.


Mapa da localização da Pousada Uakari Lodge na Amazônia


Eu conheci a Pousada Uakari Lodge, através do evento DUO Travel e-Summit Brasil “um novo olhar". Se quiser saber mais sobre o evento, acesse esse link.


Para aqui para mais informações sobre a Pousada Uakari Lodge.


Um agradecimento ao Gustavo Pinto, gerente de Marketing do Uakari Lodge por me ceder as fotos usadas nesse post.


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Amazônia: Por que devo conhecer esse destino?

 
Foto de Pedro Nassar do Lago Mamirauá na Amazônia
Foto de Pedro Nassar do Lago Mamirauá na Amazônia


Por que devemos visitar a Amazônia? Recentemente, participei de um evento on-line, como devem ser os eventos neste momento, chamado: "DUO Travel e-Summit Brasil “um novo olhar". E mudando completamente meu "modus operandi", que consiste em escrever exclusivamente sobre as minhas próprias experiências e impressões num destino, numa hospedagem, restaurante ou passeio e/ou atividade, resolvi escrever sobre algumas experiências virtuais das quais tenho participado. São experiências que têm me agregado muito, neste momento, até que se torne seguro viajar novamente. O evento me trouxe diversas reflexões, e dentre todos os assuntos abordados, um em especial foi a inspiração para esse post.


O tema objeto deste post, com o qual eu não tenho nenhuma intimidade, mas que foi brilhantemente apresentado por profissionais bem preparados e ao mesmo tempo apaixonados, me proporcionou um olhar mais ampliado sobre assuntos urgentes e necessários. A apresentação "No coração da Amazônia", do primeiro painel, me tocou profundamente. 

Hoteis sustentáveis para viajantes sustentáveis e turistas sustentáveis para hotéis sustentáveis

Cada pequena ação causa um grande impacto no Planeta


Nos meus últimos posts abordei temas muito ligados ao Turismo sustentável. Falei sobre a responsabilidade dos influenciadores, especialmente os que atuam no Turismo. Todos nós, mas especialmente os criadores de conteúdos, temos de nos comprometer com o Planeta. É preciso falar sobre esse assunto, repetidamente e, principalmente, precisamos de ações efetivas que sejam adotadas por todos, de empresários do setor aos viajantes. A sustentabilidade pode salvar o Planeta.


Leia mais sobre o Turismo Sustentável - Uma Reflexão Urgente.

Leia mais sobre a responsabilidade dos influenciadores.


Você sabe qual é a sua responsabilidade como influenciador?


Você é um influenciador?
Você é um influenciador?                Crédito: Pixabay



Afinal, que diabos é um "influenciador", que, de alguns anos para cá, e especialmente com o crescimento de mídias sociais como Instagram e Tik Tok, entre outros, virou um negócio? Quais são as responsabilidades de um influenciador profissional?


Eu costumo dizer que todo blogueiro/criador de conteúdo é um influenciador, mas nem todo influenciador é um blogueiro/criador de conteúdo, e como produtora de conteúdo sobre turismo, tenho me preocupado bastante com o tipo de influência que posso estar gerando.


Neste post anterior, falei da importância do Turismo Sustentável e das ODS (objetivos de desenvolvimento sustentável). 


Influenciador, uma grande responsabilidade
Influenciador, uma grande responsabilidade      Crédito: Pixabay



Precisamos entender a responsabilidade que um influenciador tem nas mãos.


Influenciar, estimular alguém em todas as áreas, mas especialmente o influenciador que atua no Turismo, exige muita responsabilidade, compromisso com a qualidade da informação. O Turismo cada vez mais exige um turista, um viajante consciente. O que exatamente estamos divulgando, influenciando? Que tipo de turismo, todos nós, influenciadores e criadores de conteúdo, estamos incentivando?


Seja você um turista ou um influenciador, mas, especialmente se você produz conteúdo que irá incentivar outras pessoas depois de você a utilizarem os mesmos serviços, seja cuidadoso, criterioso e, acima de tudo, tenha empatia e responsabilidade. 


O hotel que te chamou para uma parceria e depois você irá divulgá-lo e incentivar que pessoas utilizem o seu serviço, ele é sustentável? Se não cumpre todas as exigências, será pelo menos algumas delas como economia de água e luz.


Os passeios que são oferecidos, será que não estão violando nenhuma lei? 
Por exemplo: 
Há muitos anos eu fiz um passeio perto de Jericoacora que mostrava os cavalos marinhos, será que isso é realmente permitido? Hoje, eu jamais faria esse passeio sem previamente me informar sobre a legalidade.


Reflexões importantes sobre o papel do influenciador 


O momento que estamos passando me levou a muitas reflexões. Talvez elas já permeassem meus pensamentos, mas, com a pandemia, tudo foi fortemente impactado, tornando cada vez mais urgente a necessidade de ressignificação.


Não é apenas sobre likes
Não é apenas sobre likes                  Crédito: Pixabay


A febre das lives me pegou de uma maneira diferente. Estou focada em conteúdos acadêmicos. Esse interesse pelo aprendizado, eu justifico pela pretensa ideia de compreender um pouco melhor o que estamos passando - e se não for possível compreender totalmente, pelo menos tenho tentado.


Semana passada, participei de uma jornada virtual, organizada pelo Mestrado em Jornalismo de Viagem da UAB e Seguro IATI, intitulada: "Viajeros de una nueva era. Repensando el verbo viajar"


Foi muito interessante participar de um debate com assuntos que já venho acompanhando no Brasil, mas pela ótica de profissionais de um outro país. Para minha surpresa, muito do que foi dito, está bem alinhado com o que já estamos desenhando para o Turismo aqui no Brasil para o pós pandemia, claro, com as devidas adaptações.


Grupos menores, novos protocolos, turismo de experiência, turismo local, viagens mais próximas, tudo dentro do esperado, mas uma fala me impactou e é sobre isso que gostaria de falar. Um dos convidados, Dani Serralta, guia de viagem, que é um especialista em África , apresentou um dado muito triste, que fala sobre a longevidade na África. Depois de ouvi-lo, fui buscar mais informações na internet e, numa rápida e rasa pesquisa, os dados se confirmaram. Atualmente, quase a metade da população africana possui idade inferior a 15 anos. Em razão da falta de serviços médicos, a expectativa de vida é muito baixa, geralmente um africano não vive mais que 49 anos.


O Planeta atravessa uma pandemia e, desde o início, idosos estão no chamado grupo de risco. Mas como fazemos essa leitura no continente africano África, onde a expetativa de vida já é tão baixa?


Comparando com a expectativa dos brasileiros, com dados que já podem ter sofrido alterações, estamos bem melhores e, exceto em Roraima e no Amapá, a expectativa é 76,0 anos em média. Mas por aqui as variações são regionais e entre os sexos. As mulheres vivem, em média, 7,1 anos a mais que os homens. Essa disparidade entre os gêneros varia entre as unidades federativas: as mais altas são encontradas em Alagoas (9,6 anos), Bahia (9,2 anos) e Sergipe (8,5 anos), enquanto as mais baixas estão nos estados de Roraima (5,1 anos), Amapá (5,3 anos) e Minas Gerais (5,8 anos). Em virtude disso, o ranking dos estados por esperança de vida pode apresentar posições bastante distintas entre os sexos. Enquanto as alagoanas e as baianas ficam, respectivamente, nas 21ª e 11ª posições, os homens alagoanos e os baianos ficam nas 26ª e 20ª posições.


Vamos pensar num Turismo responsável na África
Vamos pensar num Turismo responsável na África  Crédito: Pixabay


Em outra rápida pesquisa pela Internet,  qualquer lista que aponta os países mais pobres do Planeta, a grande maioria está situada na África.


Entre eles:
Guiné
Burkina Faso
Guiné Bissau
Togo
Madagascar
Serra Leoa
Sudão do Sul
Libéria
Moçambique
Malawi
Níger
Eritreia
República Democrática do Congo
República Centro-Africana
Burundi


Na Oceania:
Ilhas Salomão
Quiribati


No Oriente Médio:
Iêmen
Afeganistão


Na América Central:
Haiti



Que impacto um influenciador pode causar. Pode ser bom, mas também pode ser ruim. Importante ficar atento a essa enorme responsabilidade


Onde eu quero chegar com isso? Como o foco deste blog, o tema central é no Turismo, quero chamar a atenção para a  imensa responsabilidade que temos ao visitar qualquer um desses países, ou pior ainda, escolher não visitá-los porque são pobres. Contribuir com um turismo predatório, a exploração de pessoas e ou animais, devem ser dizimadas do Planeta. Contribuir com ações que causem danos ao Planeta e sua sustentabilidades devem ser amplamente combatidos e denunciados. Vamos cada um de nós, em cada pequena ação, tornar isso um bem maior e foco das nossas existências.


Vamos influenciar com responsabilidade
Vamos influenciar com responsabilidade      Crédito: Pixabay


Qual o impacto do Turismo nesses países? O que pode ser feito para melhorar as condições de vida dessas pessoas? O Turismo que está sendo feito hoje é responsável com a Natureza e com as pessoas? Será que estamos apenas explorando, sem deixar nenhuma contribuição para melhorar a condição de vida nesses países?

 
Enfim, mais uma vez trago uma reflexão sobre o turismo e o turista que você quer ser. Consciente e responsável ou apenas querendo curtir o que é bom e fugir das mazelas sociais?  Como influenciadores temos que ser éticos, ter compromisso com a verdade e, acima de tudo, precisamos ter atitudes que colaborem com o Planeta.


Pense nisso na sua próxima viagem e pesquise bastante toda a cadeia. Como já falei acima, pesquise sobre o hotel, os passeios, as empresas, os guias, tudo precisa ser minuciosamente investigado e não colabore com nenhum tipo de exploração, seja ela de qualquer tipo.



Boa viagem !!!!


Você sabe qual é a sua responsabilidade como influenciador?
Você sabe qual é a sua responsabilidade como influenciador? Crédito: Pixabay



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Turismo Sustentável - Uma Reflexão Urgente

A fome no Planeta. Crédito: Pixabay (wjgomes)
A fome no Planeta                                 Crédito: Pixabay (wjgomes)



Os recursos naturais estão cada vez mais escassos. Estamos consumindo mais recursos naturais do que a capacidade que a Natureza tem de se regenerar. Muitos negócios não poderão continuar da maneira que são feitos hoje, precisarão ser repensados, e o turismo é um deles. Mas será que isso está claro para todo mundo que trabalha com turismo? Será que isso está claro para os turistas?


Desde que Greta Thunberg atravessou o oceano para soltar sua voz contra o descaso do Planeta com o aquecimento global, venho repensando sobre o assunto. Achei muito significativo uma menina tão jovem com tamanho engajamento, e comecei a refletir sobre o papel dos influenciadores e blogueiros de viagem. Até que ponto estamos realmente contribuindo? O Turismo é um mercado responsável pela sobrevivência de muitos destinos no mundo, sendo, em alguns casos, a única fonte de renda das pessoas que moram em determinados lugares. Mas será que isso está sendo feito da maneira correta e mais adequada? Quais as mudanças que precisam ser feitas?


Temos um longo caminho pela frente, mas se isso não for amplamente discutido por diferentes cadeias da produção do setor de Turismo (e de outros setores), só adiaremos ainda mais as possíveis soluções. E talvez chegue um momento em que seja tarde demais...


Energia no Planeta. Crédito: Pixabay (Alexas_Fotos)
Energia no Planeta                      Crédito: Pixabay (Alexas_Fotos)


Turismo, Sustentabilidade, Meio Ambiente, quais os primeiros passos?



Algumas informações se popularizaram, o que não quer dizer que tenham sido adotadas, como economizar água e energia. São hábitos que precisam ser mudados dentro da nossa casa e levado para outros níveis, como por exemplo, aos serviços de hotelaria. O lixo é outra questão importante. Estamos, realmente, tentando reduzi-lo? Temos cuidado de não poluir os lugares que visitamos em nossas viagens? Isso é, de fato, uma preocupação das pessoas? Se não é, deveria ser.


Muito se fala em energia sustentável, mas é algo acessível a todos?



Energia  sustentável no Planeta. Crédito: Pixabay (tookapic)
Energia  sustentável no Planeta              Crédito: Pixabay (tookapic)



Você já ouviu falar em ODS?



Vocês já ouviram falar dos ODS (objetivos de desenvolvimento sustentável). Eles foram aprovados por 193 países, com a intenção de transformar o mundo. São dezessete objetivos, que englobam 169 metas a serem cumpridas até 2030. Se você quiser saber mais, visite o site Nações Unidas. Abaixo darei apenas algumas pinceladas para que, a partir dessa discussão, possamos pensar no tema desse post e desse blog: Turismo, destino e experiências.


ODS 1

Acabar com a pobreza em todas as suas formas, retirando as pessoas que vivem na pobreza extrema, considerando pobreza extrema, aquelas que vivem com menos de U$1,25 por dia.


ODS 2


Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável.


ODS 3

Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos e todas, em todas as idades.


ODS 4

Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos e todas.


ODS 5

Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.


ODS 6

Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos e todas.


ODS 7

Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos e todas.


ODS 8

Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho descente para todos e todas.


ODS 9

Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.


ODS 10

Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.


ODS 11

Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.


ODS 12

Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.


ODS 13

Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos. Reconhecendo que a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) é o fórum internacional intergovernamental primário para negociar a resposta global à mudança do clima.


ODS 14

Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.


ODS 15

Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda da biodiversidade.


ODS 16

Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.


ODS 17

Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.


Aquecimento no Planeta. Crédito: Pixabay (ArtTower)
Aquecimento no Planeta                  Crédito: Pixabay (ArtTower)



Quando você olha para esse lista de objetivos e pensa que a primeira meta é retirar pessoas da pobreza extrema e erradicar a fome, tudo o mais ganha um novo sentido. Perde sentido viver sem olhar o próximo. É necessário (e urgente) ter um novo olhar e nova postura como influenciadores e/ou /blogueiros de viagens. Como podemos ser verdadeiramente úteis ao Planeta e incentivar de maneira acertada, sem causar danos à Natureza e ao mesmo tempo contribuir com a agenda ODS?


Quais efetivamente são as ações mais urgentes?


Como e onde podemos aprender sobre cada ação do dia a dia e, especialmente, durante as viagens?



Viagens pelo Planeta. Crédito: Pixabay (JESHOOTS.com)
Viagens pelo Planeta                              Crédito: Pixabay (JESHOOTS.com)
   


Esse é um post cheio de perguntas das quais eu não tenho as respostas (ainda), mas que será daqui para a frente minha meta de vida, minha transformação pessoal, compromisso que adotarei como norte nas minha atitudes como cidadã e como influenciadora. Estudar, entrevistar, conversar com especialistas e com quem já adotou essas práticas em suas vidas e seus negócios, especialmente o Turismo.


Recentemente, vimos alguns destinos gritarem para o mundo que não queriam mais turistas, caso de Barcelona. Quando fui à Tailândia, visitei a famosa Maya Bay, uma praia que ficou famosa pelo filme "A Praia", com Leonardo DiCaprio. Depois de algum tempo, recebi a notícia que ela seria fechada aos turistas. Foi necessário antes que acabassem com a praia... 



Minha viagem pela Tailândia. Na foto Maya Bay
Minha viagem pela Tailândia. Na foto Maya Bay


Quero trazer esses temas à discussão para juntos transformamos o Planeta em algo melhor. Talvez seja utopia, mas acredito nessa capacidade e vou lutar por ela.

Veja essa matéria publicada no blog Popularizando Ciência, preparado carinhosamente por biólogos: Deixe as conchas na praia. Leia e reflita sobre como cada uma dessas pequenas ações que achamos que são inofensivas, contribuem negativamente no todo.

E se você tiver algum conhecimento que queria compartilhar comigo, não se acanhe. Vamos compartilhar conhecimento e contribuir com o Planeta.


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Conheça o site Turismo Virtual no Brasil, uma plataforma que oferece passeios virtuais guiados por profissionais de turismo


Que tal conhecer o Rio de Janeiro?
Que tal conhecer o Rio de Janeiro?



Conheça o Turismo Virtual no Brasil, um site criado pelos cariocas Carlos Eduardo Bueno, o Kadu, e Marco Antonio Viggiani, o Marcão. Ambos guias de turismo que trabalham na cidade do Rio de Janeiro e que viram seu negócio desaparecer, da noite para o dia, mas arregaçaram as mangas, tiraram uma antiga ideia do papel e criaram uma plataforma que oferece passeios virtuais guiados por profissionais de turismo.

O Mercado do Turismo Pós-Pandemia


Nova Iorque ou New York, a cidade que nunca para, parou
Nova Iorque ou New York, a cidade que nunca para, parou


Pensando sobre o mercado do turismo pós-pandemia, esse post produzido em parceria com Marta Paes, autora do Quem Coruja, minha amiga e sócia em vários projetos, tem como objetivo trazer algumas discussões e soluções propostas pelo mercado. Ela, casada e mãe de duas crianças, adora viajar com a família nas férias. Eu, divorciada, blogueira de viagem e influenciadora, costumo viajar sozinha, fazendo e encontrando amigos mundo a fora. Neste momento, nenhuma de nós sabe quando isso será possível novamente.


Meu projeto para 2020 era me tornar nômade digital. A ideia era viver em diferentes lugares, num período superior aos que normalmente fico durante uma viagem de férias ou para produção de um post para o blog. Marta, já estava com as férias de julho planejadas com a família. Planos adiados. Mas para quando?


Apesar da frustração de não poder viajar, que é uma das coisas que mais amo fazer, tenho conseguido aproveitar o isolamento forçado (e necessário) com muito aprendizado. Mais do que querer conhecer novos lugares e culturas, tenho me interessado em saber como posso contribuir para que esses lugares e culturas sejam preservados. Marta também não pode planejar a próxima viagem em família, mas embarcou comigo nesta procura por novos caminhos que sejam realmente possíveis para o turismo.


Como deverá ser o Turismo Pós-Pandemia?



Instintivamente ou intuitivamente, estou há algum tempo num caminho diferente da maioria das pessoas que conheço. Adoro viajar, mas me incomodo com a poluição causada pela malha aérea. Em todas as minhas viagens para a Europa, usei trem e ônibus para me deslocar de um país para outro. Na minha viagem pela Ásia, visitei Tailândia, Laos e Camboja, indo de um para outro sempre por via terrestre (só cheguei e sai de avião por Bangkok).


Outro hábito que cultivo é de viajar com pouca bagagem. Antes, era só para evitar transtorno de extravio ou de carregar o peso da mala por toda a viagem. Agora é também por princípio, já que quanto mais peso mais combustível é gasto... Será não teríamos todos de repensar, sair do campo do "eu" e pensar no coletivo, em todo o Planeta?


Por tudo isso, quero saber como contribuir cada vez mais para o turismo responsável e sustentável, comprometido com o planeta, com culturas locais, com a saúde de todos. E vou passar a publicar o que está sendo feito, repensado e esperado para o mercado do turismo pós-pandemia. Não as teorias baseadas em "achismos", mas as considerações de pessoas e entidades realmente envolvidas com o setor.


Pensando nisso tudo, conversamos com diferentes entidades do setor para nesse primeiro momento entender como as empresas estão repensando o Turismo na pós-pandemia. Hoje temos alguns países que já saíram do pico e estão reabrindo, mas muitas vezes dando alguns passos para a frente e depois voltando atrás nas decisões. e acredito que isso será realmente necessário por algum tempo.


O Turismo Pós-Pandemia segundo alguns setores do Turismo


Rio de Janeiro, um dos ícones do turismo no mundo:


Feira do Lavradio, Lapa, Rio de Janeiro
Feira do Lavradio, Lapa, Rio de Janeiro


Carlos Thiago Cesário Alvim - Polo Novo Rio Antigo


Conversamos com Thiago Alvim, presidente do Polo Novo Rio Antigo, uma das regiões mais importantes, frequentada por turistas do Brasil e do mundo, que chegam à cidade do Rio de Janeiro, criado em 2005, o Polo é um importante instrumento de revitalização do Centro Histórico da cidade do Rio de Janeiro. Reúne empresários e profissionais das áreas de cultura, lazer, gastronomia, turismo, comércio e serviço com o intuito de fortalecer o associativismo e promover o desenvolvimento das regiões da Cinelândia, Lapa, Rua do Lavradio, Praça Tiradentes e Largo de São Francisco.


Se você quiser conhecer um pouco mais sobre o Polo Novo Rio Antigo, confere aqui: https://www.oliviagarimpandoporai.com/2018/09/voce-conhece-a-historia-da-associacao-polo-novo-rio-antigo.html


Para Thiago Alvim, presidente do Polo Novo Rio Antigo, a retomada do setor de turismo se dará aos poucos, num movimento de dentro para fora, assim como eu imagino e proponho.


- Provavelmente, vai ser um turismo mais próximo no começo, daquelas pessoas que moram a 400 ou 500 Km do Rio. Numa segunda fase, turistas nacionais, vindos de outros estados brasileiros. Acredito que o turista internacional volte daqui a três ou quatro meses - avalia Thiago Alvim.


As medidas de higiene e todos os cuidados necessários para evitar o contágio de Covid-19 serão, segundo Thiago Alvim, muito importantes para criar um elo de confiança junto aos clientes. Para isso, ele destaca que bares e restaurantes precisam manter o distanciamento entre as mesas, e limite de público com ocupação máxima permitida entre 30% e 50%, além da obrigatoriedade de uso de álcool em gel e lavagem das mãos com frequência. Outras medidas que ele também acredita serem incorporadas são a higiene de solados e a medição de temperatura para liberar a entrada nos lugares.


Saindo um pouco do Rio de Janeiro, fomos conversar também com representantes do turismo em outros Estados:


Leonardo Seabra, Head de BI da Emprotur (Empresa Potiguar de Promoção Turística)

Os cuidados redobrados com a higiene também serão determinantes para uma retomada segura do turismo na visão de Leonardo Seabra, responsável pela promoção e fomento do turismo para o Rio Grande do Norte.


- Não gosto de investir muito na futurologia. O comportamento humano não é preciso como de outras variáveis e tudo depende de como as pessoas respondem. O que imagino é que haverão muitos protocolos de saúde a serem cumpridos durante toda experiência de viagem, desde o embarque no ponto de origem, a chegada, ao check-in no hotel, entrada nos atrativos. E como a experiência com as regras impostas pela segurança anti-terror mostrou, nós nos acostumamos. É uma mudança impositiva de certa forma - diz Leonardo, que acredita numa mudança de hábitos - Pela nossa experiência aqui e pelo que tenho observado em cidades, estados e até outros países, todos estão desenvolvendo protocolos sanitários para garantir a segurança e de uma forma que seja viável. Nesse cenário a adoção de tecnologias que diminuam o máximo possível de contato vai ser fundamental, como meios de pagamento contacless, check-in online, apps de roteirização que permitam o tracking do visitante para cruzamento de dados do sistema de saúde.


Para Leonardo, a recuperação do turismo passa pelo fortalecimento contra futuras crises, com desenvolvimento de produtos e serviços visando mais qualidade do que quantidade:


- Aquele modelo vigente até meses atrás já estava próximo de um colapso. Precisamos pensar em qualidade e capacidade de carga, em conexão real com o genius loci dos destinos, em respeito ao meio ambiente e a população autóctone. O Turismo precisa cair na real que não é uma atividade inofensiva. Pelo contrário, tem alto potencial para causar danos no tecido social e no meio-ambiente


O turismo ecológico, segundo ele, seria um exemplo de algo bom tanto para o mercado quanto para o planeta. Ainda assim, não considera algo fácil de ser promovido em pouco tempo.


- Temos aí uma janela de oportunidade para repensar todo modelo de turismo. Eu gostaria que sim, que servisse para colocarmos em prática nossas ambições de um turismo que preserve e respeite o planeta. Há pesquisas que indicam que as pessoas irão buscar lugares ao ar livre, natureza, etc. No entanto, isso não implica em preocupação com aspectos de proteção ambiental, sustentabilidade, etc. É um foco que continua sendo no "produto" que vai ser consumido. Essa iniciativa precisa partir do lado da oferta. Ademais, a história já mostrou em outras crises que na verdade o efeito é o inverso do desejado. A cada crise, emitimos mais CO2 que no período anterior a ela. Portanto, acho difícil que essa mudança de pensamento se dê em tão curto prazo - avalia.


Mesmo que ninguém saiba ao certo o que será do turismo pós-pandemia, é fácil concordar de que será diferente e deverá mesmo se esforçar para fazer diferença.


Não poderia faltar uma conversa com operadoras de turismo:


Jussara Kauffmann, da SoulTraveler


Com seis unidades no Brasil, a SoulTraveler começou apenas na América do Sul e hoje opera em qualquer lugar do mundo: http://soultraveler.com.br/


- Acho (e espero) que cada vez mais as pessoas vão querer saber se aquele passeio é sustentável, se o hotel tem políticas verdes etc. O overtourism é um problema em muitas cidades, que agora terão a chance de reiniciar praticamente do zero. Também acho que o turista cada vez mais se preocupa se o passeio que ele faz reverte positivamente para a comunidade local que ele está visitando, gerando renda, capacitação etc - diz Jussara Kauffmann, agente de viagem na SoulTraveler. 

Jussara entende que o turismo deve ser um dos últimos setores a se recuperar de toda a crise gerada pela pandemia de Covid-19, mas acredita na readaptação aos novos tempos.

- Definitivamente, hotéis, atrações, museus e etc. terão q seguir novos protocolos de higiene e receber menos pessoas. O foco agora é a higiene e reduzir o número de pessoas por vez. Na Itália, por exemplo, o meu receptivo cancelou todas as saídas de grupos até o fim do ano pois, com os novos protocolos exigidos, fica impossível operar uma excursão com muitas pessoas. Até mesmo um city tour não poderá operar em ônibus, apenas em van - conta Jussara, que também acredita que a retomada será feita por meio do turismo mais local. - Acho que no primeiro momento o caminho vai ser esse. As pessoas vão se deslocar a menores distâncias de carro e até explorar pontos turísticos da cidade em que moram. Recentemente, completei meu curso de guia local no Rio de Janeiro e posso afirmar que, pelo menos no Rio, a pessoa pode passar todos os fins de semana do ano conhecendo atrações diferentes.


E como fica o mercado das companhias aéreas?


Companhias aéreas e a pandemia do Coronavírus, como ficam?
Companhias aéreas e a pandemia do Coronavírus, como ficam?


Eduardo Sanovicz - Presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR)


"Turistar" mais perto de onde se reside parece mesmo ser um caminho esperado pelo setor. E é uma das apostas de Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR).


- Viagens curtas são exatamente a forma inicial de se retomar a economia local por meio do Turismo. A segunda maneira bastante importante é procurar eventos que tragam pessoas desse entorno de duas horas e meia a três horas de cada destino. Eventos que podem ser tanto culturais, quanto associativos, técnicos e profissionais, fazendo com que as pessoas venham para os destinos e possam comprar, impactando o comércio, visitar recursos naturais, usufruir recursos culturais, possam se alimentar na gastronomia local. Mas nesse primeiro momento, mesmo a lazer ou a evento e trabalho, reafirmo que isso tudo vai se dar no entorno de duas horas e meia ou até três horas de carro ou de voo.


O turismo ecológico também é visto com bons olhos por Eduardo Sanovicz.


- O Turismo Ecológico pode se beneficiar de maneira bastante forte e grande. Creio que você estando em contato com a natureza e se afastando dos destinos cotidianos e da vida urbana, principalmente se estiver acompanhado, estabelecerá uma outra forma de encarar a vida cotidiana nesse novo momento pós-pandemia. Eu acredito que vamos procurar de uma maneira muito forte um retorno a ambientes onde tenha menos consumo e impactos ambientais. Portanto, o Turismo Ecológico é um dos setores que tende a crescer no pós-crise - avalia.


Mas a mudança mais significativa no turismo pós-pandemia, de acordo com o presidente da ABEAR, será a relação das pessoas com o tempo.


- Como uma parte importante da humanidade tem, agora, um sentimento de que tudo está parado e sendo revisto, a hora que voltarmos a viajar e desfrutar de destinos, seja por atrativos de natureza ou culturais, creio que vamos procurar enriquecer muito mais a forma pela qual nós vamos desfrutar cada um desses destinos. Por exemplo, esses pacotes onde você passa rápido por muitos lugares tendem a diminuir a favor de lugares que você pare mais, desfrute e se aprofunde mais, a fim de levar dali uma lembrança, uma memória importante - afirma.


No que diz respeito especificamente ao setor de aéreas, Eduardo explica como estão sendo cumpridas as demandas que o novo cenário exige.


- A aviação construiu um protocolo de segurança sanitária, sob orientação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que prevê um conjunto de procedimentos desde o momento em que as pessoas chegam no aeroporto até o desembarque. São medidas como o uso de máscara o tempo todo, ingresso no aeroporto só de quem vai viajar, check-in quase que de auto serviço, sem que você troque documentos e papéis com outra pessoa, o próprio despacho de sua bagagem, distanciamento social na fila, uso de máscara a bordo, filtro nas aeronaves que renova 99,7% do ar da cabine de passageiros a cada três minutos ligado o tempo todo, gerando um ambiente super seguro, restrição do serviço de bordo e mudança de procedimentos. Dessa forma, estamos procurando agora comunicar o público como esse procedimento se dá para que pessoas sintam segurança ao retomar a atividade de voar.


Apesar de todos os esforços, necessários e válidos, para a retomada do setor, Eduardo Sanovicz acredita que o momento pede certa resiliência.


- Todos nós estamos trabalhando nas várias pontas e partes que compõem a cadeia produtiva do Turismo. Temos que buscar energia aonde algumas vezes ela não existe mais para manter a operação funcionando, para manter os serviços e as pessoas, para rever uma série de costuras e projetos a fim de que a gente possa entregar um produto e um serviço de qualidade ao longo da crise, principalmente após ela. Reinvenção, ressignificação, readaptação são táticas e partes, são os instrumentos que utilizamos para a construção de um modelo de produto que se adapte ao processo de trabalho e, principalmente, às possibilidades que as pessoas trazem na alma quanto a consumir com segurança após a pandemia. Tudo isso vale para o Turismo, mas eu seria um pouco mais generoso em relação às palavras-chave: tudo o que agora nos levar à reflexão e revisão, sem nenhum tipo de preconceito, cabe no nosso cenário, especialmente compreender o quanto as pessoas estão cansadas e precisam de ambientes e propostas que as confortem. A busca pelo conforto é o grande objetivo para todo mundo neste momento.


Conversamos também com o setor de hotelaria

Selina Lapa no Rio de Janeiro
Selina Lapa no Rio de Janeiro


Giuliana Fonseca - Diretora Comercial da rede Selina no Brasil


Da mesma forma que o setor de transporte, o de hotelaria também precisará oferecer ainda mais serviços de qualidade no que diz respeito à limpeza e cuidados de higiene para os hóspedes, segundo Giuliana Fonseca, que ainda destaca a importância disso para ter a confiança do cliente:


- Neste momento de medo é importante mostrar todas as medidas de limpeza e segurança que estão sendo feitas para evitar o contágio. Nós, na Selina, criamos novos protocolos de higienização, além de fecharmos um contrato com a Ecolab, líder mundial em produtos de limpeza. Revimos nossos processos de check-in, checkout, uso das áreas comuns, reduzimos a ocupação de nossos espaços de Cowork e quartos compartilhados, e obviamente, a importância de ouvir nossos hóspedes e estarmos prontos para ajudá-los com o que precisarem.


Giuliana também considera importante a promoção do turismo local. 

 
- O momento que vivemos foi muito difícil e doloroso para o Brasil, e as pessoas precisam primeiramente se sentir seguras em voltar a sair de casa. Muitas pessoas podem querer conhecer o lugar em que vivem, ser turistas na própria cidade: curtir um day-use na piscina de um hotel bacana, fazer uma massagem num spa diferente, se hospedar em um hotel com um rooftop com uma vista bacana da cidade, e estas campanhas ajudam nesta divulgação, principalmente se mostrarem como estamos nos preparando para receber estes visitantes - diz Giuliana, para quem todos os setores relacionados ao turismo precisam estar ainda mais alinhados na pós-pandemia. - O turismo irá se reerguer e há diversas formas de se reinventar e se adaptar às mudanças que vêm pela frente, com criatividade e resiliência. Acho também que outra palavra do momento, e que não podemos deixar de lado, é colaboração. Entender como cada hotel, hostel, ou empresa pode ajudar a impulsionar o comércio local, trazendo benefícios para mais pessoas e empresas. Pensar em parcerias, ativações e formas de contribuir para a comunidade da qual faz parte.

Conheça algumas campanhas realizadas pela Rede Selina no Brasil: Campanhas Selina Brasil durante a pandemia


E o trabalho na promoção do Turismo continua, conversamos, claro, com um dos nossos afiliados


Paulo Zamboni - CEO e cofundador dos sites Seguros Promo e Passagens Promo, marcas da empresa 2XT Tecnologia.


A recuperação do setor de turismo também passa pela confiança no potencial do mercado. E é assim que Paulo Zamboni, CEO da Seguros Promo e Passagens Promo, vem norteando seu trabalho: 


- O turismo pós-pandemia contará com protocolos de segurança e saúde muito mais rigorosos. Nos aeroportos, por exemplo, já houve a instalação de adesivos de sinalização e orientação; além de avisos em áudio e vídeo nos sistemas de som e painéis de voos, e cartazes pelos terminais. Também já houve a redução do número de viajantes nos voos, sendo que as cias aéreas devem alocar os passageiros de maneira em que fiquem distantes uns dos outros.No que tange os destinos, vemos cidades recebendo o selo de Viagem Segura, em virtude das ações realizadas ao combate do covid-19. Esse selo tem o respaldo da OMT e de mais de 200 CEOs das principais empresas de Turismo do mundo e mostra que tais locais já estão preparados para receber turistas. As empresas devem ficar mais atentas quanto a segurança nos meios de transportes, hotéis, restaurantes, entre outros.


Para Zamboni, não é preciso cancelar, apenas adiar as viagens.


- Vivemos uma onda de cancelamentos neste setor, mas optar pelo crédito junto à empresa já é de grande ajuda. Além disso, planejar as suas viagens comprando passagens de avião e seguro viagem no Passagens Promo e no Seguros Promo com antecedência é um dos melhores caminhos. Estamos oferecendo muitas promoções de passagens aéreas e seguro viagem. O Passagens Promo e o Seguros Promo, por exemplo, possuem preços incríveis - afirma Zamboni, otimista com o reaquecimento do setor. - Estamos o tempo todo nos reorganizando e nos adequando a um novo modelo de trabalho. Mas temos a certeza que a retomada do turismo como um todo está próxima. As pessoas não vão deixar de querer viajar, essa vontade só foi um pouco adiada. Por enquanto, estamos a todo o vapor no Passagens Promo e no Seguros Promo para oferecer o melhor da tecnologia e a melhor experiência aos nossos clientes, além de preços imbatíveis.


E o que fazer quando a pandemia passar, o mercado do turismo espera por você



Durante a pandemia, criamos a campanha "efeito caracol", com uma proposta que se alinha bastante com tudo que foi dito, um turismo inicialmente pela sua cidade, seu estado, seu país e, num segundo momento, viagens internacionais, que você poderá conferir nos posts abaixo:







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